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Atualizado em julho de 2026 · MG · ES · GO

Lucro de Posto de Combustível em 2026:
Dois Estudos Reais com Números Abertos

Dois postos reais estudados pela ANECO, com os números abertos. Para você entender o negócio antes de investir.

≈ R$ 540 mil
previsão de investimento
60 a 120 dias
tempo de obra
12 × 25 m
terreno mínimo*
2 estudos
casos reais abertos

Leia isto antes de tudo

Neste artigo você vai ver dois postos que a ANECO estudou de verdade. Um deles vende 300 mil litros por mês. O outro, 100 mil.

Nenhum dos dois é o seu posto.

Eles estão aqui por um motivo só: te dar um norte. Mostrar como a conta funciona, o que muda de uma cidade para outra, e o que você precisa olhar antes de gastar o primeiro real.

O seu terreno pode dar 100 mil litros por mês. Pode dar 150 mil. Pode dar 200 mil. Pode surpreender e dar 300 mil. E pode também não dar posto nenhum — e é muito melhor descobrir isso agora, no papel, do que depois da obra pronta.

E mais duas coisas que você precisa ter em mente do começo ao fim desta leitura:

O posto não começa vendendo o que ele vai vender. Ninguém abre a porta e vende 100 mil litros no primeiro mês. É muito comum começar com 60 mil litros e ir crescendo: 70, 80, 90, 100 — conforme o posto vai sendo conhecido e a clientela vai se formando. Quando você vê "100 mil litros por mês" neste artigo, entenda: é o posto já amadurecido, não o posto recém-inaugurado.

A margem de lucro muda de cidade para cidade. O que sobra em cada litro depende de quantos concorrentes você tem por perto, do preço que a distribuidora te dá, do movimento da região e do tipo de cliente. Dois postos do mesmo tamanho, em duas cidades diferentes, dão lucros diferentes. Não existe margem padrão no ramo de combustível.

Quem responde isso é o estudo feito no seu terreno, na sua cidade. É esse trabalho que a ANECO faz: analisamos o seu ponto, projetamos o volume que a sua cidade comporta, definimos o tamanho certo do posto e montamos o orçamento com os preços da sua região.

Use os números deste artigo para entender o negócio. Não use para decidir o seu investimento.
01

A pergunta que todo mundo faz — e a que realmente importa

Quem tem um terreno e pensa em montar um posto sempre começa pela mesma pergunta: quanto custa?

Ela tem resposta. Um posto completo — dois tanques enterrados de 30 mil litros cada, bombas eletrônicas, pista de concreto, cobertura metálica, sistema de automação, toda a instalação e todos os projetos e licenças — tem hoje uma previsão de cerca de R$ 540 mil. Sem o terreno e sem a parte de alvenaria (loja, escritório, banheiros).

Esse é um valor de previsão, e mais adiante você vai ver de onde sai cada centavo dele — e o que pode fazer esse número subir ou descer.

Só que essa não é a pergunta que decide o seu investimento. A que decide é esta:

Quantos litros o seu posto vai vender por mês nessa cidade, com esses concorrentes, nesse terreno — e esse volume paga a estrutura que você construiu?

Essa resposta muda completamente de um município para outro. Os dois estudos abaixo mostram o quanto.

02

Dois postos reais, duas cidades diferentes

Os dois estudos são nossos. Os nomes dos clientes e os endereços foram omitidos, porque são documentos confidenciais.

Posto A — avenida movimentada de uma capital. Cidade de cerca de 1,5 milhão de habitantes. Avenida grande, de muito movimento. Três postos de marca conhecida a menos de 1,3 km de distância.

Posto B — distrito de uma cidade do interior de Minas. Município de cerca de 41 mil habitantes, e o distrito onde ficaria o posto tem menos de 4 mil moradores. Região com produção rural, transporte e mineração por perto. Um concorrente já estabelecido no mesmo lugar.

Veja a diferença entre os dois

Comparação entre Posto A (capital) e Posto B (interior): volume, faturamento, lucro e ponto de equilíbrio
🏙️ Posto A Capital
Posto B Interior
Habitantes do município ≈ 1,5 milhão ≈ 41 mil
Carros passando por dia 26 mil a 40 mil 1.500 a 3.500
Quantos precisam parar para abastecer 0,7% a 1,2% do movimento 3% a 7% do movimento
Concorrentes por perto 3 postos em até 1,3 km 1 posto no mesmo lugar
Venda por mês 300 mil litros 100 mil litros
Venda por dia 10 mil litros 3.333 litros
Clientes por dia 220 a 350 95 a 115
Faturamento por mês R$ 1.813.440 R$ 629.550
Quanto sobra em cada litro R$ 0,53 R$ 0,61
Quanto o diesel representa da venda 22% 47%
Funcionários 9 a 10 6
Horário 24h ou 18h 6h às 22h no começo
Despesas do mês R$ 102 mil R$ 40 mil
Lucro por mês R$ 58.350 R$ 21.240
Lucro sobre o faturamento 3,2% 3,4%
Quanto precisa vender só para empatar 191 mil litros/mês 65 mil litros/mês

role para ver mais

🏙️Posto A — Capital
Sobra por litro R$ 0,53
Despesas/mês R$ 102 mil
Lucro/mês R$ 58.350
Ponto de equilíbrio 191 mil L/mês
Posto B — Interior
Sobra por litro R$ 0,61
Despesas/mês R$ 40 mil
Lucro/mês R$ 21.240
Ponto de equilíbrio 65 mil L/mês
🏙️
Posto A — Capital
≈ 1,5 milhão de habitantes
Carros por dia26 mil a 40 mil
% que precisa parar0,7% a 1,2%
Concorrentes3 em até 1,3 km
Venda por mês300 mil litros
FaturamentoR$ 1.813.440
Sobra por litroR$ 0,53
Diesel na venda22%
Funcionários9 a 10
Horário24h ou 18h
Despesas/mêsR$ 102 mil
Lucro/mêsR$ 58.350 (3,2%)
Ponto de equilíbrio191 mil L/mês
Posto B — Interior
≈ 41 mil habitantes
Carros por dia1.500 a 3.500
% que precisa parar3% a 7%
Concorrentes1 no mesmo lugar
Venda por mês100 mil litros
FaturamentoR$ 629.550
Sobra por litroR$ 0,61
Diesel na venda47%
Funcionários6
Horário6h às 22h no início
Despesas/mêsR$ 40 mil
Lucro/mêsR$ 21.240 (3,4%)
Ponto de equilíbrio65 mil L/mês

O que essa tabela ensina

1

O posto pequeno ganha mais em cada litro

R$ 0,61 contra R$ 0,53. Onde existe um concorrente, você define o seu preço com tranquilidade. Onde existem três na mesma avenida, o preço é ditado pelo painel do vizinho, e o que sobra em cada litro encolhe todo dia.

2

O posto pequeno gasta muito menos para funcionar

R$ 40 mil por mês contra R$ 102 mil. São 6 funcionários em vez de 10, horário menor no começo, menos energia, menos taxa de cartão.

3

Proporcionalmente, o posto pequeno lucra até mais

3,4% contra 3,2%. E quando o negócio amadurece, a diferença aumenta: 5% no interior contra 3,8% na capital.

4

O risco de entrada é muito menor

O posto do interior empata vendendo 3.333 litros por dia. O da capital precisa de 10 mil litros por dia só para não ter prejuízo. Se as coisas demorarem a engrenar, o posto pequeno aguenta muito mais tempo.

Repare que os dois números de "quanto sobra em cada litro" são diferentes: R$ 0,53 e R$ 0,61. Isso não é acaso e não é regra. Esse valor muda de cidade para cidade, e até de bairro para bairro — depende de quantos concorrentes existem por perto, do preço que a distribuidora te oferece, do volume que você compra e do tipo de cliente da região.

Em uma cidade com quatro postos disputando preço, pode cair abaixo de R$ 0,50. Em uma praça tranquila com um concorrente só, pode passar de R$ 0,70. Só o estudo do seu ponto diz qual é o seu número.

Agora a parte que também precisa ser dita

O lucro em dinheiro do posto do interior é menor. R$ 21 mil por mês contra R$ 58 mil. E o investimento para montar é praticamente o mesmo nos dois casos, porque a estrutura de tanques é igual.

Ou seja: quem quer volume de caixa vai para a avenida movimentada. Quem quer risco baixo, operação simples de administrar e um negócio que se sustenta com pouco encontra isso no interior.

E existem duas condições que, no interior, deixam de ser detalhe e passam a ser obrigatórias: terreno próprio (ou aluguel muito baixo) e montar o posto por etapas, começando enxuto e crescendo depois.

03

Quanto cada um dá de lucro, em três situações

Nenhum estudo sério trabalha com um número só. A gente sempre calcula três: o pior caso, o caso provável e o melhor caso.

Posto A — capital

Se vender pouco
120 mil litros
FaturamentoR$ 725.376
Lucro R$ 18.860
%2,6%
cenário provável
Provável
300 mil litros
FaturamentoR$ 1.813.440
Lucro R$ 58.350
%3,2%
Se der tudo certo
420 mil litros
FaturamentoR$ 2.538.816
Lucro R$ 96.490
%3,8%

Posto B — interior

Se vender pouco
80 mil litros
FaturamentoR$ 503.640
Lucro R$ 10.576
%2,1%
cenário provável
Provável
100 mil litros
FaturamentoR$ 629.550
Lucro R$ 21.240
%3,4%
Se der tudo certo
145 mil litros
FaturamentoR$ 912.848
Lucro R$ 45.798
%5,0%

Olhe a primeira linha de cada tabela. R$ 18,8 mil e R$ 10,5 mil de lucro. Esse é o cenário conservador — o posto funcionando abaixo do esperado.

No interior, 80 mil litros já é um posto operando. Existem postos de cidade pequena que rodam 80 mil litros por mês, pagam todas as contas e sobram R$ 10 a 11 mil líquidos — com terreno próprio e sem financiamento pesado, isso sustenta o negócio com tranquilidade enquanto a carteira de clientes cresce.

O cenário pior está ali de propósito. É ele que precisa caber no seu bolso. Se você fechar financiamento contando com o melhor caso e o negócio vier no pior, a conta não fecha. Todo estudo nosso mostra os três justamente para isso.

04

Atenção: o posto começa pequeno e cresce com o tempo

Esta é a parte que mais gera mal-entendido, então vamos deixar bem claro.

Quando você lê "100 mil litros por mês", isso não é o primeiro mês do posto. É o posto já maduro.

Posto novo entra num mercado que já tem cliente fiel ao concorrente. A pessoa passou anos abastecendo no mesmo lugar, conhece o frentista, tem conta lá. Ela não muda de posto porque você inaugurou — ela muda porque foi bem atendida, achou o preço justo e a entrada é mais fácil. Isso leva tempo.

Na prática, o caminho normal é assim:

60 mil L
Abertura
O posto está aparecendo. Movimento de curiosidade, primeiros clientes, teste de preço.
70 mil L
Primeiros meses
Começa a repetir cliente. As primeiras frotas e oficinas fecham com você.
80 mil L
Meio do caminho
A clientela do bairro já sabe que o posto existe e como funciona.
90 mil L
Amadurecendo
Cliente fiel, contrato de frota rodando, loja começando a girar.
100 mil L ✓
Posto maduro
O volume do estudo. Daqui pode continuar subindo.

Muitos postos começam com 60 mil litros e levam de um a dois anos para chegar aos 100 mil. Alguns chegam mais rápido, quando já entram com contrato de frota fechado antes de abrir. Outros levam mais, se a concorrência reagir com preço.

E o mesmo acontece no posto grande: aquele de 300 mil litros por mês não abre nesse volume. Ele começa em torno de 120 a 175 mil e sobe ao longo do primeiro ano.

O que isso significa para o seu bolso

Olhe de novo a primeira linha das tabelas anteriores: vendendo 80 mil litros, o posto do interior dá R$ 10.576 de lucro. É o posto funcionando bem abaixo do esperado, mas já cobrindo todas as despesas e sobrando.

Nos primeiros meses o posto ainda está subindo para esse volume — e isso é normal. Enquanto a clientela não está formada, o posto vai se pagar, vai pagar os funcionários e vai construir a carteira. É a fase de crescimento, não de prejuízo estrutural.

Por isso duas coisas são obrigatórias no seu planejamento:

1 Obrigatório
Dinheiro reservado para o dia a dia
Você precisa ter caixa para bancar estoque de combustível, salário, energia e taxa de cartão durante os meses em que o posto ainda está subindo. Quem não reserva esse dinheiro passa aperto justamente na fase em que precisa investir para conquistar cliente.
2 Obrigatório
Cliente fechado antes de abrir a porta
Visite as frotas, transportadoras, oficinas, produtores, entregadores e empresas da região antes da inauguração. Cada contrato fechado antecipa meses de crescimento. É a diferença entre começar em 60 mil e começar em 80 mil litros.

Resumindo: não olhe o número do estudo como o que você vai vender no primeiro mês. Olhe como a meta a ser construída — e planeje o caixa para o caminho até lá.

Quer saber qual desses cenários se encaixa no seu terreno e na sua cidade?

Falar com a ANECO
05

Por que o posto do interior ganha mais em cada litro

A resposta está no que ele vende.

Posto A — capital

Combustível % venda Preço Sobra/L
Gasolina comum39%R$ 6,84R$ 0,58
Etanol33%R$ 4,49R$ 0,47
Diesel S1017%R$ 6,78R$ 0,52
Gasolina adit.6%R$ 7,09R$ 0,68
Diesel S5005%R$ 6,35R$ 0,48
Mix ponderadoR$ 0,53/L

Posto B — interior

Combustível % venda Preço Sobra/L
Gasolina comum38%R$ 6,55R$ 0,66
Diesel S1035%R$ 6,83R$ 0,62
Etanol15%R$ 4,20R$ 0,50
Diesel S50012%R$ 6,55R$ 0,58
Mix ponderadoR$ 0,61/L

No interior, 47% da venda é diesel. Na capital, só 22%.

Diesel significa produtor rural, transportadora, mineração, caminhonete e frota pequena. É um cliente que enche o tanque, volta sempre e pode até fechar contrato com você antes do posto abrir. E, como a briga de preço é menor, sobra mais em cada litro de todos os produtos.

06

Para onde vai o dinheiro todo mês

Despesas mensais do posto: capital vs interior
Despesa Capital Interior
Salários, encargos e gestãoR$ 50.000R$ 21.000
Taxas de cartão, perdas e diferençasR$ 12.000R$ 4.500
Energia, água e telefone/internetR$ 8.500R$ 3.500
Segurança e segurosR$ 5.500R$ 1.800
Reserva para imprevistosR$ 5.500R$ 1.700
Contador, sistema e administraçãoR$ 5.000R$ 2.200
Manutenção e aferição das bombasR$ 5.000R$ 2.000
Divulgação e fidelidadeR$ 4.500R$ 1.200
Ambiental e resíduosR$ 3.000R$ 1.200
Limpeza, uniformes e materiaisR$ 3.000R$ 900
Total R$ 102.000 R$ 40.000

* Não inclui aluguel, parcela de financiamento, imposto sobre o lucro nem o que a loja de conveniência pode faturar.

07

O aluguel do terreno: o item que decide o projeto

Se o terreno não é seu, o aluguel deixa de ser uma despesa qualquer e passa a ser o fator que decide se o negócio fecha ou não.

Quanto se paga, na prática. Em terreno com jeito de posto, nos três estados onde atuamos, o aluguel normalmente fica entre R$ 7 mil e R$ 16 mil por mês. Onde ele cai dentro dessa faixa depende de:

  • o tamanho do terreno — frente, fundo e área total;
  • a cidade — capital, cidade média, distrito ou entrada de cidade;
  • o movimento da via e se o acesso é fácil ou complicado;
  • se o ponto é realmente bem localizado — esquina, boa visibilidade dos dois lados;
  • quanto o dono quer receber e se tem outros interessados.

São valores de referência, não tabela. Cada negociação é uma história.

O mesmo aluguel, dois efeitos completamente diferentes

Impacto do aluguel no lucro: Posto A (capital) vs Posto B (interior)
Aluguel/mês Lucro na capital % Lucro no interior %
Terreno próprio R$ 58.350 3,2% R$ 21.240 3,4%
R$ 7.000 R$ 51.350 2,8% R$ 14.240 2,3%
R$ 10.000 R$ 48.350 2,7% R$ 11.240 1,8%
R$ 13.000 R$ 45.350 2,5% R$ 8.240 1,3%
R$ 16.000 R$ 42.350 2,3% R$ 5.240 0,8%

O posto da capital atravessa toda essa faixa e continua saudável. O do interior não. No topo da mesma faixa, ele cai para 0,8% de lucro — e aí qualquer imprevisto (uma alta na compra do combustível, uma perda de estoque, uma manutenção) come o resultado do mês.

O jeito certo de avaliar aluguel de posto

Não olhe o valor em reais. Divida pelos litros que o posto vai vender:

Aluguel/mês Capital (300 mil L) Interior (100 mil L)
R$ 7.000 R$ 0,023 por litro R$ 0,070 por litro
R$ 16.000 R$ 0,053 por litro R$ 0,160 por litro

Lembre que o posto do interior ganha R$ 0,61 em cada litro. Um aluguel de R$ 16 mil consome R$ 0,16 desse valor — mais de um quarto de tudo que ele ganha. Na capital, o mesmo aluguel consome apenas 10%.

A regra que usamos

O aluguel não deve comer mais de 10% do que o posto ganha nos litros. Na prática:

  • Capital, vendendo 300 mil litros: até uns R$ 16 mil.
  • Interior, vendendo 100 mil litros: até uns R$ 6 mil.

Repare: no interior, o valor mais baixo do mercado já está no limite. Não é por acaso que o estudo do Posto B diz, com todas as letras, que o negócio só se sustenta com terreno próprio ou aluguel muito barato.

E se o dono do terreno pedir mais que isso? Dá para negociar: aluguel menor no primeiro ano (enquanto o posto engrena) e maior depois, contrato longo com opção de compra, ou pagamento ligado aos litros vendidos. O que não funciona é aluguel fixo alto em posto de interior — é a conta que mais estraga projeto que era bom em tudo o resto.

Detalhe importante: no Posto B, uma parcela de financiamento de R$ 20 mil por mês derrubaria o lucro para R$ 1.240. Aluguel e financiamento saem do mesmo lugar — se você tiver os dois, precisa somar.
08

Quanto custa montar, item por item — previsão de valores

Antes de olhar os números: isto é uma previsão

Os valores abaixo saíram de um levantamento real que fizemos em julho de 2026, com cotação de fornecedor, item por item. Eles são bem próximos da realidade — não são chute nem número redondo para impressionar.

Mas são uma previsão, e precisam ser lidos como previsão. A gente está no Brasil: o preço do aço sobe e desce, o concreto muda de mês para mês, o frete depende do combustível, o dólar mexe no equipamento importado, e cada fornecedor tem a sua tabela e a sua condição de pagamento.

Por isso todo valor aqui aparece com o sinal (aproximadamente). Um tanque previsto em ≈ R$ 86.156 pode sair por R$ 82 mil ou por R$ 91 mil, dependendo de quando você comprar e de quem cotar.

O valor fechado do seu posto só existe no orçamento feito para você, com cotação atualizada e com os fornecedores da sua região. É isso que a gente entrega no Levantamento de Custos.

Previsão total: ≈ R$ 540 mil (o levantamento de referência fechou em R$ 539.768,73).

O que éPrevisãoPrazo
2 tanques enterrados de 30 mil litros cada, divididos em compartimentos≈ R$ 86.15615–20 dias úteis
2 bombas eletrônicas de 4 bicos cada≈ R$ 95.29430 dias
Material de instalação dos tanques e bombas — tubulação, tratamento de resíduos, peças ecológicas≈ R$ 62.51315–20 dias úteis
Filtro do diesel≈ R$ 7.850Junto com os tanques
Sistema de automação — controla bombas, tanques e caixa em tempo real≈ R$ 43.00015–30 dias
Subtotal≈ R$ 294.813

Equipamento é a parte mais sensível a câmbio e a reajuste de fábrica. A cotação de tanque e bomba costuma ter validade curta — normalmente de 15 a 30 dias.

Estrutura metálica de 16 × 8 metros, com material e mão de obra de fabricação e montagem, a ≈ R$ 600 o metro quadrado. Costuma ser paga em três vezes: 50% na encomenda, 30% na entrega e 20% na conclusão.

Este é o item que mais varia de um mês para o outro, porque acompanha direto o preço do aço. Vale cotar perto da hora de comprar.

O que éPrevisão
Ferro e telas para concretar a pista≈ R$ 22.000
Concreto usinado — 25 m³≈ R$ 15.214
Areia ou pó de pedra para o assentamento dos tanques≈ R$ 11.000
Frete dos materiais e equipamentos≈ R$ 10.900
Material galvanizado (tubos e conexões)≈ R$ 5.330
Polimento do piso e corte de dilatação≈ R$ 4.800
Material elétrico — quadro, disjuntores, aterramento, cabos≈ R$ 4.360
Retroescavadeira para abrir o buraco dos tanques (≈ 3 dias)≈ R$ 4.080
Caminhão caçamba para tirar a terra≈ R$ 2.880
Caminhão munck para descer os tanques≈ R$ 2.400
Tijolos para construir as ilhas≈ R$ 1.250
Manilhas≈ R$ 500
Cimento≈ R$ 290
Subtotal≈ R$ 85.004
Aqui tem economia de verdade: concreto, areia, cimento, tijolo, pó de pedra e aluguel de máquinas devem ser comprados na cidade da obra. Só isso corta o frete e costuma economizar mais de R$ 10 mil.

Este bloco é o que mais muda de cidade para cidade. Ferro, concreto, areia, tijolo, cimento, frete e aluguel de máquina têm preço local: o mesmo item pode custar 20% ou 30% mais numa cidade do que na vizinha. Aqui, previsão é previsão mesmo — o número real aparece com a cotação na sua região.

O que éPrevisãoPrazo
Mão de obra completa de instalação — tanques, bombas, filtro, tubulações e todo o sistema enterrado≈ R$ 29.32020–30 dias
Extintores, placas, pintura de pista e aferição das bombas≈ R$ 4.8905 dias
Teste de vazamento com certificado — obrigatório para o posto funcionar≈ R$ 4.7001 dia
Subtotal≈ R$ 38.910

Pode variar conforme a distância da obra, a condição do terreno e o tempo de permanência da equipe no local.

Projeto de arquitetura e layout do posto, alvará de construção, licença ambiental, projeto de água e esgoto, projeto de incêndio para os Bombeiros, cadastro e autorização de funcionamento na ANP e projeto de acesso à via.

É menos de 9% do investimento — e é a única parte que pode inviabilizar os outros 91%.

Varia principalmente conforme o município e o tipo de licença ambiental exigida — cada Prefeitura e cada órgão ambiental tem sua própria exigência e sua própria taxa.

Resumo da previsão

Bloco Previsão % O que faz o valor mudar
Equipamentos≈ R$ 294,8 mil55%Câmbio, reajuste de fábrica, condição de pagamento
Obra da pista e terraplanagem≈ R$ 85 mil16%Preço local do concreto, ferro, areia e frete
Cobertura metálica≈ R$ 76,8 mil14%Preço do aço no momento da compra
Projetos e licenças≈ R$ 44,2 mil8%Exigências e taxas de cada município
Instalação e testes≈ R$ 38,9 mil7%Distância da obra e condição do terreno
Previsão total ≈ R$ 540 mil 100%

Tempo de obra: 60 a 120 dias, depois que os projetos forem aprovados.

Quer um levantamento detalhado dos custos para o seu projeto específico?

Pedir levantamento de custos
09

Que tamanho de terreno você precisa

O valor acima não inclui o terreno. Mas ele diz exatamente o terreno mínimo que você precisa ter.

A partir de 12 metros de frente por 25 a 30 metros de fundo

Isso dá entre 300 e 360 m². Cabe tudo: os dois tanques, as bombas, a cobertura, a pista de concreto e a manobra do caminhão que traz o combustível.

Funciona em terreno estreito porque a cobertura é montada no sentido do fundo do terreno — os 16 metros acompanham a profundidade e os 8 metros atravessam a frente.

ENTRADA E SAÍDA 12 × 5 m BOMBAS ⛽ ⛽ ⛽ ⛽ faixa faixa PISTA COBERTA até 16 × 8 m TANK TANK TANQUES + DESCARGA faixa de 7–9 m LOJA / ESCRITÓRIO WC o que sobra do fundo 30 metros 12 metros RUA / FRENTE 5 m 10 m 8 m 7 m

Vista de cima — terreno de referência: 12 × 30 m

Antes de fechar a compra, confira

Entrada e saída. O carro consegue reduzir, entrar, virar e sair sem brigar com semáforo, canteiro, faixa de ônibus ou ponto de parada?
Caminhão de combustível. Ele entra, encosta na descarga e sai sem parar o abastecimento dos clientes?
Fila de carros. Cabem carros esperando dentro do terreno, sem parar na calçada ou na rua?
O que atrapalha: postes, bocas de lobo, árvores, guia rebaixada, redes públicas passando.
Uso do Solo pela Prefeitura. Aquele lote pode ter posto? Essa consulta vem antes de qualquer coisa.
Recuos e afastamentos que o município exige.
Contaminação antiga do terreno — principalmente se ali já funcionou comércio ou indústria.
Água, esgoto e escoamento de chuva disponíveis.
O erro mais comum de todos: uma avenida com 40 mil carros por dia e entrada ruim vende menos que uma rua secundária com entrada fácil. Carro passando não é venda. Carro entrando é venda.

Como o espaço se divide

Parte do terrenoEspaçoPara que serve
Frente12 × 5 mEntrada, saída e espaço para o carro reduzir a velocidade
Pista cobertaaté 16 × 8 mA ilha das bombas, com uma faixa de passagem de cada lado
Área dos tanquesfaixa de 7–9 mO buraco dos tanques e o ponto onde o caminhão descarrega
Fundoo que sobraA loja, o escritório, os banheiros e o sistema de tratamento

O desenho exato sai no projeto preliminar — é ele que prova, no papel e antes de você comprar, que o seu terreno comporta o posto.

10

O tamanho do posto tem que ser o da sua cidade

Posto pequeno demais faz você perder cliente

Quem vai abastecer não espera. Se todos os bicos estão ocupados às 17h30, o cliente não pega fila: ele segue para o concorrente ali na frente. E o prejuízo não é a venda daquele dia — é que o concorrente acabou de ganhar um cliente que vai voltar sempre.

Bico ocupado não é venda atrasada. É cliente perdido para o vizinho.

Posto grande demais também estraga a conta

Doze bicos e tanque enorme numa cidade que consome 100 mil litros por mês significa dinheiro parado, mais estrutura para manter, mais funcionários e estoque encalhado. Nos dois erros — grande demais ou pequeno demais — quem paga é o seu lucro.

Foi por isso que o estudo do Posto B recomendou montar por etapas: começar com o essencial, funcionar de 6h às 22h, e só instalar a segunda bomba depois que o volume aparecer.

Referências de tamanho

Se a cidade comportar Bicos Tanques Cobertura Terreno mínimo
60 a 120 mil litros/mês 4 a 6 1 a 2 (30–60 mil L) 12×8 a 15×7 m 12 × 20 a 12 × 25 m
100 a 300 mil litros/mês 8 a 10 2 (60 mil L) 15×7 a 16×8 m 12 × 25 a 12 × 30 m
300 a 450 mil litros/mês 10 a 12 2 a 3 (60–90 mil L) 20×12 m 20 × 30 m
Mais de 450 mil L ou com caminhão pesado 12+, ilha só de diesel 90–120 mil L 25×15 m ou mais 30 × 40 m ou mais

São referências que usamos para começar a conversa. O tamanho final sai do estudo do seu ponto.

Sinais de que a sua cidade pede um posto maior

1
Poucos postos para muita gente. A gente calcula quantos habitantes existem por posto no município. Mercado aberto absorve volume rápido.
2
Entrada de cidade, rodovia ou rota de escoamento. Caminhão muda tudo: precisa de ilha separada, espaço de espera e tanque maior.
3
Região de agro, transportadora ou mineração. O volume vem concentrado, em tanques grandes.
4
Fila nos concorrentes no fim da tarde. Se o posto do vizinho enche, tem cliente sobrando na região.
5
Cidade crescendo, com loteamento e condomínio novo por perto.
6
Vontade de ter uma loja boa, troca de óleo e serviços — isso aumenta o faturamento, mas ocupa espaço.
11

Em quanto tempo o investimento volta

Como você viu, o posto sobe aos poucos. Estas foram as projeções de crescimento dos dois estudos:

Posto A — capital meta: 300 mil L

PeríodoVenda/mês
Meses 1–3120 – 175 mil L
Meses 4–6195 – 235 mil L
Meses 7–9250 – 278 mil L
Meses 10–12288 – 300 mil L
Ano 2300 – 420 mil L

Posto B — interior meta: 100 mil L

PeríodoVenda/mês
Meses 1–345 – 60 mil L
Meses 4–665 – 80 mil L
Meses 7–982 – 92 mil L
Meses 10–1295 – 100 mil L
Ano 2100 – 145 mil L

Essas subidas são projeção. Um posto pode amadurecer em 12 meses ou levar dois anos, dependendo da concorrência e do quanto ele chega com cliente já fechado.

O retorno estimado

Contando a subida do primeiro ano e o cenário provável de cada estudo:

Capital
Posto A — capital
17
meses para o investimento voltar
Investimento de montagem ≈ R$ 540 mil
Lucro no 1º ano (crescendo) ≈ R$ 239 mil
Lucro/mês após maturidade R$ 58.350
Não inclui terreno, alvenaria, capital de giro, parcelas de financiamento nem imposto sobre o lucro. Com esses itens, o prazo é maior.
Interior
Posto B — interior
33
meses para o investimento voltar
Investimento de montagem ≈ R$ 540 mil
Lucro no 1º ano (crescendo) ≈ R$ 89 mil
Lucro/mês após maturidade R$ 21.240
Não inclui terreno, alvenaria, capital de giro, parcelas de financiamento nem imposto sobre o lucro. Com esses itens, o prazo é maior.

Uma dica que muda o primeiro ano: chegue na inauguração já com clientes fechados. Visite as frotas, oficinas, entregadores, produtores, transportadoras e empresas da região antes de abrir. No estudo do interior, a meta era chegar a 65–80 mil litros até o sexto mês — e isso se consegue com relacionamento, não esperando o carro passar.

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12

O que realmente define o seu resultado

Não existe margem de lucro padrão em posto de combustível. Ela muda de cidade para cidade, de bairro para bairro e até de mês para mês. Quem te promete um percentual fixo antes de olhar o seu ponto está adivinhando.

O lucro de um posto não é um número do mercado. Ele nasce de três coisas da sua cidade — e os dois estudos deste artigo provam isso.

1

O tamanho e o jeito da cidade

Quantidade de habitantes, renda, tipo de gente que circula, se a cidade está crescendo. Isso define o teto de venda e o que você mais vai vender.

Uma capital grande vende principalmente gasolina e etanol. Um distrito rural com mineração e transporte por perto vende quase metade em diesel — cliente que enche tanque, volta sempre e pode fechar contrato. São dois negócios diferentes, com tamanhos e lucros diferentes.

2

Quantos postos existem por perto

É o que mais mexe no seu lucro — e mexe para os dois lados.

No Posto A, três concorrentes de marca em até 1,3 km. Resultado: briga de preço e apenas R$ 0,53 sobrando por litro. No Posto B, um concorrente. Resultado: R$ 0,61 por litro — 15% mais.

Mas o Posto B mostra o risco contrário também: havia um segundo CNPJ de posto cadastrado no mesmo lugar, sem confirmação se existia de verdade. Em cidade pequena, um concorrente novo divide o mercado e derruba a margem rápido.

Por isso a gente sempre levanta:

  • quantos postos existem em 1, 3 e 5 km, com marca, preço, horário e loja;
  • quantos habitantes existem por posto no município — isso mostra se o mercado está cheio ou aberto;
  • a situação real de cada concorrente na ANP — porque CNPJ aberto não significa que o posto existe, está construído ou autorizado a funcionar;
  • aplicativos e clubes de desconto, que pressionam o preço;
  • concorrência indireta: supermercado com posto, oficina, frotista com tanque próprio.
3

O movimento — e quantos realmente param

No Posto A, com 26 a 40 mil carros por dia, basta 0,7% a 1,2% pararem para chegar a 300 mil litros. No Posto B, com 1.500 a 3.500 carros por dia, é preciso que 3% a 7% parem para chegar a 100 mil litros.

Essa é a diferença central entre os dois: na capital o volume vem do movimento da rua. No interior, o volume vem da sua carteira de clientes. É por isso que no interior a gente mapeia produtores, transportadoras, mineração, oficinas e frotas — em vez de contar carros na avenida.

E estimativa de movimento não substitui contagem no local, feita em pelo menos três dias de semana e um sábado.

13

A ordem certa de fazer as coisas

Trocar a ordem desta lista é a forma mais rápida de perder dinheiro em posto:

1

Achar o lote certo: matrícula, dono, medição do terreno.

2

Consultar a Prefeitura (Uso do Solo): aquele lote pode ter posto?

3

Fazer o projeto preliminar: o terreno comporta as ilhas, a cobertura, a manobra e a fila? Veja como funciona a etapa de projetos.

4

Verificar contaminação do terreno.

5

Contar o movimento e visitar os concorrentes.

6

Decidir se vale a pena e definir como vai pagar.

7

Fazer os projetos e tirar as licenças: arquitetura e alvará, licença ambiental, água e esgoto, incêndio nos Bombeiros, autorização da ANP.

Só depois disso se compra equipamento.

Quem cobra O que exige
Prefeitura Uso do Solo, zoneamento, recuos, acessos, alvará de construção e alvará de funcionamento
Órgão ambiental Licença conforme o tamanho do posto, a quantidade de combustível armazenada e o local
Corpo de Bombeiros Projeto de incêndio para os tanques, as bombas e as construções
ANP Autorização para revender combustível, depois de toda a documentação pronta
Normas técnicas Sistema de tanques, teste de vazamento, tratamento de água e óleo, para-raios e acessibilidade

Para conhecer todas as regras que se aplicam ao seu posto, veja as normas técnicas que se aplicam a postos de combustíveis.

Quer entender cada etapa da construção? Consulte o guia completo de implantação de postos.

14

Os seis erros que custam mais caro

1
Comprar equipamento antes de consultar a Prefeitura

São quase R$ 200 mil em tanques e bombas para um lote que pode não ser liberado.

2
Achar que vai vender 300 mil litros porque a avenida é movimentada

Volume se calcula, não se chuta.

3
Fechar financiamento contando com o melhor cenário

Nos dois estudos deste artigo, o pior cenário dá 2,6% e 2,1% de lucro. É esse que precisa caber no seu bolso.

4
Fechar aluguel sem dividir pelos litros

No interior, R$ 16 mil de aluguel derruba o lucro para 0,8%.

5
Confiar em CNPJ para avaliar concorrente

Cadastro não prova que o posto existe ou funciona. Isso se confere na ANP e indo no local.

6
Abrir sem dinheiro para o dia a dia

São 10 a 12 meses até o posto amadurecer. Quem não se preparou passa aperto justamente quando precisa investir para conquistar cliente.

Evite esses erros desde o início. A ANECO faz o estudo de viabilidade antes de você gastar R$ 1,00.

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Entregável 1
Estudo de Viabilidade do seu ponto

Analisamos sua cidade, seu terreno e sua concorrência, e entregamos por escrito: com quantos litros o posto tende a começar e até onde ele tende a chegar, quanto deve sobrar em cada litro na sua região, quanto vai faturar, quanto vai gastar, quanto vai sobrar de lucro, quanto precisa vender só para empatar, como o volume tende a crescer mês a mês no primeiro ano, quanto de caixa você precisa reservar, quanto aluguel o negócio aguenta, quais são os riscos e nosso parecer final — avançar ou não avançar.

Entregável 2
Levantamento de Custos com os preços da sua região

Item por item, com prazo de entrega e forma de pagamento de cada fornecedor. Sem valor redondo, sem "mais ou menos". O orçamento do seu posto, no tamanho que a sua cidade pede.

Entregável 3
Projetos e licenças

Arquitetura, água e esgoto, elétrica, estrutura, incêndio, ambiental e cadastro na ANP. A gente cuida de tudo e acompanha em cada órgão.

Entregável 4
A montagem do posto

Tanques, bombas, todo o sistema enterrado, cobertura metálica, pista de concreto, automação, testes e aferição. Posto pronto para funcionar, com o teste de vazamento certificado e a autorização de operação.

Postos que já entregamos
Auto Posto Lorena (Aricanduva/MG) Auto Posto Atacadão (Jataí/GO) Posto Porteirão (GO) Posto Mata Fria (Afonso Cláudio/ES) Posto Zema (Serra da Moeda/MG) Auto Posto APF (Franciscópolis/MG)
O que a gente não faz

Não vendemos terreno e não construímos a alvenaria (loja, escritório, banheiros, copa e vestiário) — essa parte é orçada e executada por um parceiro nosso, com nossa supervisão. Preferimos deixar isso claro desde a primeira conversa.

E o que a gente não promete

Parecer favorável por encomenda. Os dois estudos deste artigo receberam parecer "viável, com ressalvas" — e as ressalvas estão escritas neles com a mesma clareza dos números bons. Um dos dois recomenda, por escrito, não começar a obra antes de confirmar a situação de um possível segundo concorrente. É isso que um estudo sério faz: protege o seu dinheiro.

1

Se o seu terreno comporta um posto.

2

Que tamanho de posto a sua cidade pede — e quanto ele vai dar de lucro.

3

A partir de quantos litros o negócio se paga.

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Dúvidas mais comuns

Um posto completo com 2 tanques de 30 mil litros, 2 bombas eletrônicas, pista de concreto, cobertura metálica, automação, toda a instalação e todos os projetos e licenças tem previsão de cerca de R$ 540 mil, sem o terreno e sem a alvenaria. É uma previsão, não um valor fechado: muda conforme a cidade, a condição do terreno, a quantidade de bicos, o preço do aço e do concreto no momento da compra e os fornecedores da sua região. O valor fechado só sai no orçamento feito para o seu ponto.

Não. 300 mil litros é venda de ponto muito bem localizado — avenida grande, boa visibilidade, entrada fácil e cidade populosa. É raro. Em um estudo real nosso, num distrito de cidade do interior de Minas, a venda de 100 mil litros por mês dava R$ 21.240 de lucro e 3,4% — proporcionalmente mais que o estudo de capital, que ficou em 3,2% vendendo o triplo.

Provavelmente não. É muito comum um posto abrir vendendo em torno de 60 mil litros por mês e ir crescendo — 70, 80, 90, até chegar aos 100 mil — conforme a clientela se forma e o posto vira referência na região. Esse amadurecimento leva de um a dois anos, e nos primeiros meses o posto praticamente empata. Quando um estudo diz "100 mil litros por mês", ele está falando do posto maduro, não do posto recém-inaugurado. Por isso o planejamento precisa incluir caixa reservado para essa fase de subida.

Chegando na inauguração com cliente já fechado. Visite as frotas, transportadoras, oficinas, produtores rurais, entregadores e empresas da região antes de abrir a porta. Cada contrato fechado antes da inauguração antecipa meses de crescimento — é a diferença entre começar em 60 mil litros e começar em 80 mil.

Não, e essa é uma das coisas mais importantes deste artigo. O que sobra em cada litro muda de cidade para cidade, e até de bairro para bairro. Depende de quantos concorrentes existem por perto, do preço que a distribuidora te oferece, do volume que você compra, do movimento da via e do tipo de cliente da região. Nos dois estudos deste artigo, a diferença foi de R$ 0,53 para R$ 0,61 por litro — 15% — só por causa da concorrência. Em praça muito disputada pode cair abaixo de R$ 0,50; em praça tranquila pode passar de R$ 0,70. Não existe percentual padrão: desconfie de quem prometer um.

Não existe resposta genérica, e desconfie de quem der uma. Isso depende da população da sua cidade, de quantos postos já existem por perto, do movimento da via, da facilidade de entrada no seu terreno e do tipo de cliente da região. É exatamente isso que o Estudo de Viabilidade calcula — e o resultado pode ser bem diferente do que você imagina, para mais ou para menos.

Porque a briga de preço é menor. No estudo de capital, com três postos em 1,3 km, sobravam R$ 0,53 por litro. No estudo de interior, com um concorrente, sobravam R$ 0,61 — 15% mais. Além disso, as despesas são 61% menores (R$ 40 mil contra R$ 102 mil por mês) e o diesel, que dá ticket maior, pesa mais na venda.

No nosso estudo: faturamento de R$ 629.550, despesas de R$ 40 mil e lucro de R$ 21.240 por mês (3,4%) — com 6 funcionários, terreno próprio e sem financiamento. Com aluguel de R$ 16 mil, esse lucro cai para R$ 5.240.

Depende do tamanho da estrutura. No modelo de capital, com R$ 102 mil de despesa por mês, são 191 mil litros. No modelo de interior, com R$ 40 mil de despesa, caem para cerca de 65 mil litros — pouco mais de 2.100 litros por dia.

Entre 0,7% e 5% do faturamento, conforme o cenário. Posto é negócio de giro, não de margem alta: você fatura muito e ganha pouco em cada litro. Quem entra esperando margem de comércio comum se decepciona com um resultado que é normal do setor.

Para 2 tanques de 30 mil litros e 8 a 10 bicos, 12 metros de frente por 25 a 30 de fundo já resolve. Cidades com mais demanda, ou com caminhão pesado, pedem 20 × 30 metros ou mais.

De 60 a 120 dias depois dos projetos aprovados. As licenças são a parte mais demorada e imprevisível: de 30 a 180 dias ou mais, conforme o município.

Contando só o investimento da montagem e a subida do primeiro ano, cerca de 17 meses no modelo de capital e 33 meses no de interior. Não estão incluídos terreno, alvenaria, dinheiro do dia a dia, financiamento e imposto sobre o lucro.

Não. Não inclui a compra ou o aluguel do terreno, nem a construção da loja, escritório, banheiros, copa e vestiário. Os projetos dessas construções estão incluídos; a obra é orçada separadamente.

Sim. Cada item tem condição própria: à vista, parcelado com o fornecedor ou financiado pelo BNDES, FINAME e cartões de fornecedor. Tanques e bombas normalmente pedem 25% a 50% de entrada. Só atenção: uma parcela de R$ 20 mil por mês deixaria o lucro do estudo de interior em R$ 1.240.

Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás.

Sobre os números deste artigo: os valores são de julho de 2026 e vêm de estudos de viabilidade e levantamentos de custo reais feitos pela ANECO, com nomes de clientes e endereços omitidos por confidencialidade. Os preços de combustível seguem a pesquisa semanal da ANP. As contas de lucro apresentadas não incluem o valor do terreno, a alvenaria, depreciação, parcelas de financiamento, aluguel, imposto sobre o lucro nem o faturamento da loja de conveniência. As estimativas de movimento de veículos são técnicas, sem contagem no local.

Os custos de montagem apresentados são previsão, não orçamento fechado: variam conforme a cidade, a condição do terreno, a quantidade de bicos, a oscilação de preço do aço, do concreto, dos insumos e do frete, o câmbio nos equipamentos e a tabela de cada fornecedor. Cotações de tanque e bomba costumam ter validade de 15 a 30 dias. Volume de venda, margem por litro, despesas e a curva dos primeiros meses são projeções de análise preliminar e não são garantia de resultado.

Os volumes citados como "venda por mês" referem-se ao posto já amadurecido: postos novos costumam iniciar bem abaixo desse patamar — frequentemente na faixa de 60 mil litros/mês no modelo de interior — e levam de um a dois anos para atingir a meta projetada. A margem por litro varia por município, por localidade, pela concorrência instalada e pela condição de compra junto à distribuidora, não havendo margem padrão aplicável a todos os postos. Este conteúdo não substitui a consulta de Uso do Solo, a licença ambiental, o projeto aprovado, a autorização da ANP nem a análise jurídica do imóvel. Cada terreno exige seu próprio estudo de viabilidade e seu próprio levantamento de custos.

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