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Tallyson Michell Pinheiro Amorim Nascimento
Responsável Técnico — ANECO Construtora · Ribeirão das Neves, MG
+50 postos entregues
MG, ES e GO
+15 anos de experiência
1. Estudo de Viabilidade
Antes de qualquer investimento, o primeiro passo para abrir um posto de combustível é realizar um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVT). Esse estudo analisa se o negócio é sustentável naquele ponto específico e apresenta projeções financeiras reais.
O que o EVT avalia
- Fluxo de veículos na via (contagem real de 7 dias)
- Concorrência em raio de 3 km
- Volume projetado de vendas em litros/mês
- Margem por litro de cada combustível
- DRE projetado com TIR, VPL e payback
- Enquadramento ambiental e urbanístico do terreno
Experiência ANECO: Em mais de 50 postos entregues em cidades como Betim, Ipatinga, Esmeraldas, Jataí (GO) e Afonso Cláudio (ES), o EVT foi determinante para evitar investimentos em pontos inviáveis. Postos que ignoraram essa etapa tiveram dificuldades nos primeiros 12 meses de operação.
2. Escolha do Terreno
O terreno é um dos fatores mais críticos para o sucesso de um posto de combustível. Não basta ser grande — ele precisa atender requisitos técnicos, legais e urbanísticos específicos.
Requisitos mínimos do terreno
- Área mínima: 300 m² para postos compactos urbanos; 1.000 m² ou mais em rodovias
- Frente: mínimo de 20 m para entrada e saída de veículos
- Zoneamento: deve ser compatível com atividade de revenda de combustíveis (verificar Plano Diretor do município)
- Distâncias mínimas: respeitar recuos de escolas, igrejas, hospitais e corpos d'água conforme legislação estadual
- Solo: sondagem geotécnica para verificar capacidade de carga e nível do lençol freático
É possível abrir um posto em terreno alugado ou arrendado, desde que o contrato tenha prazo mínimo de 10 a 15 anos com cláusulas de renovação. Lembre que aproximadamente 65% do investimento fica abaixo do solo (tanques, tubulação, instalações), o que torna a negociação do contrato ainda mais importante.
3. Licenças e Documentação
O licenciamento é a etapa mais complexa e que exige mais atenção. Postos de combustível são empreendimentos de alto potencial poluidor, sujeitos a uma série de exigências ambientais e urbanísticas.
1
Alvará de Construção (Prefeitura)
Aprovação do projeto arquitetônico junto à Prefeitura. Exige EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) na maioria dos municípios com Plano Diretor.
2
Licença Ambiental Prévia (LP) e de Instalação (LI)
Emitidas pelo órgão ambiental estadual (SEMAD/SUPRAM em MG, IEMA no ES, SECIMA em GO). A LI libera o início da obra.
3
PPCI — Corpo de Bombeiros
Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio, aprovado antes do início da obra. Área de abastecimento é zona de atmosfera explosiva (NR-20).
4
Licença Ambiental de Operação (LO)
Liberada após vistoria da obra concluída. Sem ela, o posto não pode operar. Exige SAO instalado e em funcionamento.
5
AVCB — Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros
Vistoria final do Corpo de Bombeiros após a conclusão da obra.
6
Alvará de Funcionamento (Prefeitura)
Liberado após Habite-se, AVCB e LO. Autoriza o funcionamento comercial do posto.
Dica da ANECO: O rito de licenciamento varia conforme o estado, o porte do posto e o município. Em Minas Gerais, postos com tancagem total de até ~90.000 litros geralmente se enquadram no rito simplificado (LAS/RAS), com prazo de 30 a 60 dias — e alguns municípios com convênio de delegação fazem o licenciamento diretamente na prefeitura local. No Espírito Santo e em Goiás, a regra geral é o rito trifásico (LP + LI + LO), independentemente do porte, podendo levar de 6 a 18 meses. Conhecer esse enquadramento antes de escolher o terreno pode economizar meses no seu projeto.
4. Autorização da ANP
A Autorização de Revenda Varejista de Combustíveis emitida pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) é obrigatória para qualquer posto operar legalmente no Brasil. Sem ela, o posto não pode comprar combustível de distribuidoras.
Documentos exigidos pela ANP
- CNPJ ativo com CNAE 4731-8/00 (comércio varejista de combustíveis)
- Licença Ambiental de Operação (LO) vigente
- AVCB do Corpo de Bombeiros
- Alvará de Funcionamento Municipal
- Laudo de inspeção de bombas e medidores (INMETRO)
- Memorial descritivo completo das instalações
- Contrato com distribuidora de combustíveis
- Certidão de regularidade fiscal federal, estadual e municipal
O processo de autorização da ANP é feito online pelo portal ANP Digital. A ANECO organiza toda a documentação técnica necessária e acompanha o processo junto à agência.
5. Obra e Instalação
A obra de um posto de combustível é altamente especializada. Diferente de uma obra civil convencional, exige conhecimento de normas de segurança em área classificada (NR-20), instalação de tanques subterrâneos, sistemas SAO e SPDA específicos.
Etapas da obra
| Etapa | Descrição | Prazo médio |
| Terraplenagem | Limpeza, aterro e nivelamento do terreno | 1–2 semanas |
| Fundações | Sapatas, estacas ou radier conforme sondagem | 2–3 semanas |
| Tancagem subterrânea | Instalação dos tanques de acordo com ABNT NBR 13.781 | 1–2 semanas |
| Tubulação e SAO | Tubulação PEAD, spill containers, sumps e SAO | 2–3 semanas |
| Pista de abastecimento | Concreto protendido ou convencional armado | 2–3 semanas |
| Cobertura metálica | Estrutura em aço com vão livre de 12 a 18 m | 3–4 semanas |
| Instalações elétricas | Área classificada NR-20 com SPDA e aterramento | 2–3 semanas |
| Bombas e equipamentos | Instalação e calibração das bombas abastecedoras | 1 semana |
| Acabamentos e testes | Teste de estanqueidade, comissionamento e vistorias | 1–2 semanas |
6. Investimento Necessário
O investimento para abrir um posto de combustível varia conforme porte, localização, bandeira e padrão de acabamento. Com base nos postos entregues pela ANECO em MG, ES e GO, os valores médios são:
| Item | Posto Compacto | Posto Médio | Posto Grande |
| Obra civil especializada | R$ 550 mil | R$ 700 mil | R$ 850 mil+ |
| Equipamentos (bombas, tanques) | R$ 120 mil | R$ 180 mil | R$ 280 mil+ |
| Licenciamento e projetos | R$ 40 mil | R$ 60 mil | R$ 90 mil+ |
| Capital de giro (1º mês) | R$ 150 mil | R$ 250 mil | R$ 400 mil+ |
| Total estimado (sem terreno) | R$ 860 mil | R$ 1,19 mi | R$ 1,62 mi+ |
Importante: Esses valores não incluem o terreno. Em Minas Gerais, terrenos em posição estratégica variam de R$ 200 mil a R$ 1,5 milhão dependendo da cidade e do fluxo. A ANECO realiza um estudo de viabilidade gratuito com levantamento de custos personalizado para o seu projeto.
7. Prazos Reais
Um dos maiores erros de quem planeja abrir um posto é subestimar os prazos. Com base nos projetos entregues pela ANECO, os prazos reais são:
| Etapa | Prazo mínimo | Prazo máximo |
| EVT e escolha do terreno | 2 semanas | 2 meses |
| Projetos técnicos completos | 4 semanas | 8 semanas |
| Licenciamento ambiental (LAS) | 30 dias | 60 dias |
| Licenciamento ambiental (LP+LI) | 3 meses | 12 meses |
| Alvará de construção | 30 dias | 90 dias |
| Obra completa | 4 meses | 7 meses |
| LO, AVCB e ANP | 30 dias | 60 dias |
| Total (do início ao primeiro abastecimento) | 7 meses | 24 meses |
A ANECO executa licenciamento e obra em paralelo, iniciando a construção assim que a Licença de Instalação (LI) é emitida, reduzindo o ciclo total em até 30%.
8. Particularidades de MG, ES e GO
Minas Gerais
Em MG, o licenciamento é feito pela SEMAD/SUPRAM, conforme a DN COPAM 217/2017. Postos com tancagem total de até ~90.000 litros geralmente seguem o rito simplificado (LAS/RAS), com prazo de 30 a 60 dias. Municípios com convênio de delegação realizam o licenciamento diretamente na prefeitura, sem passar pelo órgão estadual — o que pode agilizar ainda mais. Postos de grande porte ou em municípios sem delegação seguem o rito trifásico (LP + LI + LO). A ANECO já entregou postos em Betim, Ipatinga, Esmeraldas, Aricanduva, Serra da Moeda, Peçanha e Ribeirão das Neves.
Espírito Santo
No ES, o licenciamento é feito pelo IEMA. A regra geral é o rito trifásico (LP + LI + LO), independentemente do porte do posto — diferente de MG. Isso significa prazos mais longos que devem ser considerados no planejamento. A ANECO entregou o Posto Mata Fria em Afonso Cláudio (ES), com experiência nos trâmites estaduais do Espírito Santo.
Goiás
Em GO, o licenciamento é feito pela SECIMA. O estado tem particularidades no EIV e nas exigências de recuo de rodovias estaduais. A ANECO entregou postos em Jataí e Porteirão (GO), conhecendo bem as exigências locais.
Vantagem da ANECO: Por atuar nos três estados desde 2018, conhecemos as exigências específicas de cada órgão ambiental, o que evita retrabalhos, recursos e atrasos no licenciamento.
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